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Pensamentos, dicas e devaneios

Arquivo do blogue da Clareira da Magia.

Medos que nos podem impedir de manter um relacionamento

25/2/2015

 
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Relacionarmo-nos com outra pessoa nem sempre é fácil, mas quando temos medos antigos que nos levam a agir de forma irracional, pode ser ainda mais difícil.

Sente que tem de ser perfeito em tudo para não ser rejeitado? Fixa demasiado em cima e exigente quando sente a outra pessoa a afastar-se? Entra em pânico quando não lhe respondem de imediato a uma mensagem, email ou telefonema? Tenta compensar esses medos através da comida ou até de algumas bebidas?

Quando respondemos sim a estas perguntas, revelamos medos e inseguranças que já nos acompanham há algum tempo, e que nos vão certamente levar a cometer alguns actos que acabarão por afastar o outro.
Ao aprender a reconhecer os nossos erros torna-se mais fácil libertarmos-nos deles, para uma relação muito mais saudável e feliz com os outros, e essencialmente com nós mesmos!

1. Medo do abandono
Por vezes sentimos que a pessoa com quem estamos não é de confiança ou é até instável. Pode de facto ser esse o caso, mas muitas vezes o nosso medo de sermos abandonados vai ver no outro uma falta de apoio e distância que na realidade não estão lá.
Isto vai levar a reações como:
- Tornarmo-nos demasiado carentes
- Começar a provocar discussões (consciente ou inconscientemente) para testar a relação
- Envolvermo-nos com pessoas que não estão ao nosso alcance - por viverem noutra cidade, estarem noutra relação, terem horários incompatíveis...
- Evitarmos envolver-nos numa relação séria para não passarmos pelo abandono

Estes comportamentos tendem a ser auto proféticos, ou seja, acabamos por fazer com que aconteça aquilo que mais temíamos.

2. Medo de ser magoado
Quando se cresce num ambiente onde não nos sentimos seguros ou éramos mesmo magoados, é provável que este receio continue a acompanhar-nos o que pode levar a:
- Estarmos constantemente à espera de um sinal de traição ou abuso
- Suspeitamos que hajam segundas intenções quando recebemos gestos de carinho
- A vulnerabilidade junto de outra pessoa é muito difícil ou mesmo impossível
- Acabamos muitas vezes por ceder e fazer a vontade do outro para que não se zangue
- Somos nós quem ataca primeiro como proteção contra o mau trato que já estamos à espera
- Evitamos a proximidade pelo receio de sermos magoados
- Os relacionamentos tornam-se um pesadelo pois não se confia em ninguém

3. Medo de não ter apoio quando mais precisarmos
Se ao crescer não tivemos apoio, atenção, orientação e compreensão, é possível que em adultos as nossas reações vão refletir esse carência:
- Zangamo-nos e ficamos mais exigentes quando não recebemos o que necessitamos
- Acabamos por ser atraídos para pessoas que não expressam as suas emoções
- Não nos revelamos aos outros com medo das suas reações, pois sentimos que precisamos da sua aprovação
- Quando não obtemos o amor e compreensão que queremos ressentimos de imediato o outro

4. Medo de não ser suficientemente bom
Quando sentimos que não prestamos, que não somos merecedores, que temos um problema qualquer ou não somos sequer dignos de amor, podemos ser levados a reagir de determinadas formas:
- Sermos atraídos por pessoas que nos criticam
- Criticamos mais os outros
- Escondemos quem somos verdadeiramente
- Temos muita dificuldade em ouvir críticas, mesmo que construtivas
- Estamos sempre a comparar-nos aos outros desfavoravelmente

5. Medo de fracassar
Um dos maiores medos que pode levar a que nenhuma relação funcione é o de achar que o fracasso é inevitável, por acharmos que por não sermos tão espertos, talentosos ou bem sucedidos como as outras pessoas, não é possível que alguém goste de nós a sério.
- Passamos a evitar discussões ou situações onde haja a possibilidade de serem feitas comparações com outras pessoas
- Permitimos que os outros nos critiquem ou minimizem os nossos feitos
- Minimizamos os nossos talentos e potenciais
- Escondemos o nosso Eu por medo de ser considerado insuficiente
- Julgamos e criticamos os outros para afastar a atenção de nós

O lado positivo é que estes medos não têm mais de continuar a fazer parte da nossa vida.
O primeiro passo é recuperar o nosso poder, pelo reconhecimento destes sentimentos - e dos comportamentos e ações que lhes estão associados; o segundo passo é aumentar o nível de atenção e de consciência da nossa vida, para aos poucos podermos começar a mudar e libertar estes hábitos.
Antes de agir, paremos um pouco, vamos ver as nossas reações no momento e perceber se estamos a reagir a algo com justificação ou se estamos a responder a algo do passado. 
Temos de nos dar tempo de amadurecer e dirigir os nossos pensamentos e sentimentos, sem nos julgarmos. Ao darmos tempo para a tempestade emocional passar, as nossas reações irão ser muito mais ponderadas, vamo-nos sentir melhores, mais confiantes e equilibrados, e não vamos assustar o nosso companheiro!

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